Os 8 níveis de reconhecimento de um Programador!

Já ouviu a clássica pergunta ?onde você se imagina daqui há 5 anos?? em uma entrevista de emprego?

Você quer detonar, naturalmente! Ou pelo menos se tornar o equivalente a uma estrela do rock em desenvolvimento de software. Este não é o tipo de pergunta onde se espera receber uma resposta séria – outra pergunta desta mesma categoria seria ?qual é o seu maior defeito??

Mas particularmente acho que este pergunta é um pouco diferente e merece ser seriamente considerada. Não para o benefício do entrevistador, mas para seu próprio benefício.

A pergunta ? onde você se vê em cinco anos? já é uma espécie de clichê e a maioria das pessoas tem uma resposta na ponta da língua preparada para eventuais entrevistas. Mas esta pergunta levanta algumas preocupações mais profundas: qual é o caminho potencial para uma carreira de desenvolvedor de software?

Claro, somos apaixonados pela nossa profissão e estamos muito felizes com isso. Mas você ainda estará sentado em frente a um computador programando quando estiver com 50 anos? Com 60 anos? Qual é o melhor resultado possível na carreira de um programador que aspira ser… bem, um programador?

E se eu lhe dissesse que temos oito níveis de programadores?

1. Programador Ruim

Pessoas que de alguma maneira entraram na área de desenvolvimento de software sem um pingo de habilidade ou capacidade. Tudo o que tocam se transforma em dor e sofrimento para os seus colegas programadores – com a possível exceção de outros maus programadores, onde falta ainda a habilidade rudimentar obrigatória para perceberem que eles estão trabalhando com um outro programador ruim.

Esta é talvez, a marca registrada de todos os maus programadores. Essas pessoas simplesmente não possuem nenhuma habilidade para escreverem código, mas de alguma maneira é isto o que fazem.

Estes níveis não são totalmente sérios. Nem todos os programadores aspiram continuar fazendo isto por toda a sua carreira. Mas é esclarecedor considerar o que um programador poderia realizar em dez, vinte ou trinta anos – talvez mesmo uma vida inteira. Quais são os programadores notáveis que você mais admira? O que eles fizeram para merecer a sua admiração?

2. Programador Desconhecido

É o típico programador comum. Apenas um recurso. Competente (na maioria das vezes), mas normal. Provavelmente trabalha para uma grande e anônima megacorporação. É apenas um funcionário, programar não faz parte da sua vida. Também não há nada de errado com isso.

3. Programador Amador

Um programador amador gosta de codificar e normalmente eles são estudantes promissores ou estagiários, talvez estejam contribuindo para projetos de código aberto, criando aplicativos “just for fun” ou desenhando web sites em seu tempo livre. Seu código e ideias demonstram entusiasmo e que eles tem um bom futuro pela frente.

Ser um amador é uma coisa boa; partindo deste nível pode-se subir rapidamente para se tornar um programador profissional.

4. Programador Mediano

Neste nível, você já é um programador bom o suficiente para perceber que você não é um grande programador. E você nunca poderia ser.

Talento na maioria das vezes tem pouco a ver com fazer sucesso. Você pode ser muito bem sucedido se tiver habilidades nos negócios e souber lidar com pessoas. Se você é um programador mediano, e ainda assim consegue sobreviver nesta área, então você é talentoso, mesmo que não necessariamente no ato de codificar.

Não se sinta mal com isto. Taleto é mais raro do que você imagina. Não há nada de errado com a falta de talento. Seja ousado. Descubra em que você é bom, e persiga isto. Seja agressivo.

5. Programador Profissional

Você tem uma carreira bem sucedida como um desenvolvedor de software. Suas habilidades são valorizadas e você não tem muita dificuldade para encontrar um bom emprego. Seus colegas de trabalho o respeitam. Toda empresa na qual você já trabalhou se tornou melhor e foi enriquecida de alguma forma pela sua presença.

Mas onde você vai chegar?

6. Programador Famoso

Este também é um bom lugar para se estar, desde que você tenha um emprego.

Você é famoso nos círculos de programação. Mas ser famoso não significa necessariamente que você pode transformar isto em lucro e sustentar-se. Ser famoso é bom, mas bem-sucedido é melhor. Você provavelmente trabalha para uma grande e conhecida empresa de tecnologia, uma influente empresa de pequeno porte ou é membro de uma equipe em uma startup. De qualquer maneira, outros programadores já ouviram falar de você, e você está tendo um impacto positivo na área.

7. Programador Bem-sucedido

Neste nível encontram-se programadores que além de serem muito conhecidos também criaram uma empresa – talvez até mesmo algumas empresas – em torno de seu código. Estes programadores conseguiram a verdadeira liberdade: a liberdade de decidir por si próprio em que querem trabalhar. E podem compartilhar esta liberdade com seus colegas programadores.

Este é o nível que a maioria dos programadores aspiram chegar. Chegar a este nível muitas vezes depende mais das habilidades em negócios do que em programação.

8. Programador Imortal

Este é o nível mais alto. Seu código sobreviveu e transcendeu a sua morte. Você é uma parte do registro histórico permanente da computação. Outros programadores estudam o seu trabalho e as coisas que você escreveu. Você pode ter ganhado um Prêmio Turing, redigido trabalhos influentes ou inventado uma ou mais coisas fundamentais para a área de tecnologia que afetaram o curso da programação como a conhecemos. Você não apenas tem uma entrada na Wikipédia – mas há sites inteiros dedicados a estudar a sua vida e obra.

Muito programadores, embora tenham tentado, nunca atingiram esse nível.

Em suma, o que você quer fazer com sua vida? ;)

Fonte original (da tradução)

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About Paulo Carinhena

Sou desenvolvedor de sistemas (Trabalho com Visual Studio 2010, Oracle, Sql Server, Firebird, PostGre e Mysql) e Administrador de rede em ambiente Windows, com mais de 10 anos de experiência em mercado.

One thought on “Os 8 níveis de reconhecimento de um Programador!

  1. Ótimo texto, Paulo.

    Também tenho essa dúvida, e até hoje só consegui perceber o que eu não quero ser: Funcionário do governo e funcionário de empresas anônimas. Talvez se eu encontrar um sócio maluco com tino para negócio eu monte uma empresa, até lá quero ir fazendo a diferença da forma que posso.

    Lembro de algum tempo atrás ter lido um texto chamado “Escreva menos código” ou algo assim, que dizia que a maioria dos grandes programadores não foram aqueles que se dedicaram a escrever códigos pela vida inteira, mas sim os que escreveram livros ou optaram por áreas co-relacionadas a TI.

    =)

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