Entenda o que é DNS (“Domain Name System”)!

Uma vez, escrevi um post falando sobre o espelhamento de servidores DNS no Brasil (o quarto no país),  que poderia melhorar bastante a velocidade de acesso a alguns sites.

Nisso, muitas pessoas entraram em contato perguntando o que seria DNS, se essa é sua pergunta, o post vai tratar justamente disso.

DNS é a abreviação de “Domain Name System” (ou Sistema de Nome de Domínio) e serve basicamente para fazer com que você consiga acessar a página que esta querendo ver, usando nomes, ao invés de números.

Todos os servidores que você tentar acessar, tem uma “impressão digital” na Web, conhecido como IP, esse IP é como seu Cep. É ele que define aonde esta seu site, por toda a Web.

Para não te deixar perdido, vamos tentar esclarecer bem SUPERFICIALMENTE como funciona o acesso a rede:

Todos os computadores que acessam uma rede (seja ela interna, seja Web), tem que ter ao menos uma “Placa de Rede”.  Essas placas são responsáveis por receber e enviar as informações (pacotes)  da sua maquina para a rede que esta acessando e vice versa. Obvio que cada placa tem um endereço único (se houver um endereço igual na mesma rede, vai criar conflito).

No caso das Placas de Redes, o seu endereçamento único é conhecido como “Mac Addres” (conhecido também como MAC, e não Mac da Apple, ok?), cujo endereçamento é mais ou menos como isso: “00:00:5E:00:01:03” (número legal para decorar não?).

Como pode ter percebido, seria meio complicado para qualquer pessoa configurar um rede, acessar um site  ou até mesmo fazer um acesso remoto se tiver que decorar o endereço MAC de cada maquina que quiser se conectar tanto na internet, como em uma rede corporativa ou caseira.  Seria mais ou menos, como ao invés de digitar www.google.com.br você tivesse que digitar: 00:00:5E:02:01:06 (Número Fictício).

Prevendo essa dificuldade,  foi criado uma classe genérica que facilita muito a vida de quem configura/trabalha/acessa rede, conhecido como:  Endereçamento IP.

O IP nada mais é do que 4 grupos de 3 números (000.000.000.000), que não necessariamente precisa ter todos os campos preenchidos (você pode ter 192.168.0.1 ou 192.168.0.254 por exemplo). O Endereçamento IP fica atrelado ao MAC da placa de rede, que por sua vez segue a mesma regra: Não se pode ter dois endereços IP’s na mesma sub-rede.

Dessa forma, ao invés de digitar  00:00:5E:02:01:06, digitaria algo como 64.233.161.147, para acessar o Google!
já melhorou um pouco não? :P

Porém, não seria muito comodo você ter que decorar todos os endereços IP de todos os servidores que você gostaria de acessar na internet ou rede particular, concorda?

Imaginou decorar  algo como 64.233.161.147 pro Google, outro pra Microsoft, outro pro Yahoo, outro pra Amazon, outro pro nosso blog Ctrl Alt Del?

É justamente ai que entra o papel do DNS.

Ele sobe mais um nível, fazendo com que possamos digitar um nome ao invés de uma sequencia de caracteres (alfa)numéricos. É o DNS que faz todo o trabalho de levar para o servidor certo quando você digita www.google.com.br, afinal, será ele que vai fazer pesquisas condicionais, para buscar o endereço IP do servidor que contém o site que deseja entrar, que por sua vez envia para o MAC dos servidores dados de requisição de acesso, que vai liberar ou não o seu acesso.

A pesquisa DNS funciona fazendo pesquisas de nomes, mas, como assim?

Quando você digita o site que quer entrar, o dns cliente da sua maquina procura o servidor DNS raiz (padrão, existem mais ou menos 13 espalhados pelo mundo), ou seja, aquele que vai dar as primeiras respostas para sua requisição.

Para deixar bem claro, vamos usar uma analogia, considere o CEP como se fosse o endereço IP, da maquina que quer acessar.

Vamos supor que você quer enviar um carta para nós, do Ctrl Alt Del, mas, você não tem o CEP (IP), como faria pra conseguir enviar?

Você tem o Nome + Bairro + endereço + Cidade + Estado (Sem o Cep), certo?

Os correios da sua cidade  (seu servidor DNS) enviara sua requisição a central dos correios (DNS Raiz, que existe ao todo 13 pelo mundo), que responderá de volta:

“Não conheço o Nome, Bairro, Endereço e Cidade que pediu, mas, conheço quem toma conta do Estado que você esta querendo: São Paulo”.

Você recebe a informações, processa e envia uma requisição para o Estado de São Paulo, que por sua vez, te responde:

“Não conheço o Nome, Bairro, Endereço que esta pedindo, mas, sei quem toma conta da cidade: Sorocaba.”

Você recebe a informação, processa e reenvia uma nova requisição para a Cidade de Sorocaba, que por sua vez é a responsável pelo Nome + Bairro + Rua, que consegue processar e pegar o endereço IP, que por sua vez te responde:

“Você esta procurando o CEP 00000000 (IP)”

Após essa última mensagem, com o CEP (IP), sua carta já pode ser entregue ao destino final, mais ou menos como você já pode se conectar ao servidor que deseja, a partir daí, o servidor vai te negar ou não o acesso.

Basicamente, o DNS é isso.

Lógico que o artigo é para pessoas leigas no assunto, por isso não usei mais termos técnicos como o padrão OSI, Classe de IP’S, Classificação de Faixa de IP, TTL, Redirecionamento… entre outros, justamente para tentar deixar a leitura explicativa, bem simples de entender.

Um vídeo muito bacana que pode te ajudar demais a entender tudo o que foi dito, além de te passar todo o conceito de rede é esse (divirta-se!):

Imagem de Amostra do You Tube

Espero que tenham gostado e que de agora em diante, de mais valor pro DNS, afinal, ele é um amigão pra você! :D

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