set 4 2009
MP3 sai de cena para a chegada do CMX?
A tecnologia ao mesmo tempo em que nos assusta e nos surpreende com a sua constante mudança também é capaz, de nos decepcionar, é isso mesmo não errei não… É que o nosso tão conhecido e usado e abusado arquivo MP3 que nos presenteou com a mágica de fazer caber em torno de 150 músicas em um CD pode estar com seus dias contados para sair do topo dos arquivos de áudio mais baixados e usados em aparelhos portáteis e até os não tão portáteis assim, e se isso realmente der certo la vamos nós trocar nossos aparelhos de som por um que dará suporte a tal tecnologia, já da até para imaginar o corre corre…
Uma coisa é certa com a chegada de um novo formato de áudio digital toda aquela coisa de direitos autorais, quem vende,pra quem vende e como vende, virá à tona novamente, até pelo fato de quem está por traz dessa reviravolta sonora, são “somente” as quatro maiores gravadoras do mundo fonográfico. Sony, Warner, Universal e EMI, elas resolveram unir forças e combater o avanço do compartilhamento indiscriminado de áudio pela Internet, não que já não tenham tentado antes e até agora só deram tiro na água, até porque cada vez que alguém tenta proibir o compartilhamento de arquivos de música pela internet, a impressão que da é que triplica a procura, e quadriplica os programas para baixá-los , se bem que dessa vez as grandes gravadoras foram um pouco mais inteligentes e usaram um ditado que eu ouço dês de pequeno, que se não pode vencê-los então junte-se a eles…
A proposta das grandes gravadoras é lançar um novo formato chamado CMX, perto do mês de novembro. Este formato deixa de ser apenas mais um no conturbado mundo da música, onde o MP3, WAV, ACC, OGG e muito mais brigam entre si na preferência do ouvinte. A nova proposta do formato CMX é ir além de apenas faixas de áudio, mas trazer em um arquivo com a música, no caso dez faixas, a capa do disco, clipes, letras e conteúdo para celular em um só download. Resumindo, é uma nova tática para tentar agregar valor à música digital.(ou seja é mais uma tentativa de fazer você levar todo conteúdo do artista simplesmente por gostar de uma única música) esse foi pra mim um dos grandes fatores que fizeram as pessoas preferirem baixar músicas da internet ao invés de comprá-las.
Além da briga com o MP3, o CMX já está gerando polêmica, pois de acordo com os desenvolvedores do projeto, ele teria sido apresentado há dois anos à Apple, que na época rejeitou a oferta. Contudo, a Apple anunciou recentemente que irá lançar o Cocktail, mais uma forma de venda de conteúdo pelo iTunes. Como ambos não foram lançados e as informações relativas aos formatos ainda não são oficiais, não é possível saber as diferenças entre CMX e Cocktail e, até mesmo, se haverá alguma.
Eu sou da seguinte opinião o CMX só dará certo se seu compartilhamento na internet for proibido, e também o fato de tentar fazer as pessoas adquirirem um disco por causa de uma ou duas músicas de sua preferência já foi provado que não da certo, e me parece que ainda não será dessa vez que o MP3 perderá sua hegemonia.
Bom, como nota de esclarecimento quero dizer que não sou a favor da pirataria mais não podemos esconder os fatos que estão acontecendo aos longos dos anos com puritanismo barato e demagogia, só estou querendo ser transparente e direto, pois pra mim muitas empresas não são.Vou dar só um exemplo que não seria sobre áudio, mais sim de vídeo :
Quando uma grande empresa lança no mercado um aparelho de DVD ou Blu-ray que da suporte a vídeos vindo de um pendrive não me parece que ela esteja assim tão preocupada com fator “pirataria” mais sim tentando se aproveitar de algo que já não se consegue controlar, até porque mais de 90 por cento desses filmes serão de arquivos vindos da internet sem o pagamento de direitos autorais licenças,e tudo mais…mais é essa mesma empresa que briga e já brigou por exemplo com o Napster quando o fator pirataria ainda era embrionário e logo depois de cair nas “garras” das redes p2p e torrents da vida por exemplo perdeu-se o controle totalmente, quem sabe naquela época um mau acordo seria um bom acordo de hoje, outra coisa que eu não entendo e que esse mesmo aparelho de MP3 que é vendido pela Sony por serve para incentivar o que ela própria está combatendo, me parece que a coisa so tomará um rumo legal quando as empresas resolverem sair de cima do muro e bater de frente com os arquivos ilegais, e não ir de carona como fazem hoje, é bem provável que acabem perdendo o “braço de ferro” mais pelo menos se escolhe um lado e não tenta-se agradar grego e troiano ao mesmo tempo.Seria o tal CMX esse “Basta” ? me parece que ainda não…
Para terminar vou usar uma frase que postei a dias atrás…
“Quem nunca pirateou que atire o primeiro disco que eu atiro uma copia” rssssss
Se você ficou curioso e não conhece a historia do arquivo MP3 envolvendo brigas judiciais com o Napster e gravadoras, quem foi o criador do arquivo e muito mais… e só ler a matéria abaixo que sepramos especialmente pára você:
Segundo os sites de busca, a sigla MP3 (MPEG Audio Layer-3) é um dos assuntos mais pesquisados nestes serviços, perdendo apenas para “sexo”. Isso tudo, graças à revolução que o MP3 causou no mundo do entretenimento, principalmente após sua grandiosa fama na internet. Tal revolução simplesmente fez a indústria fonográfica se abalar completamente e travar uma dura resistência contra o formato. Este artigo mostrará um pouco da história do MP3, assim como seu funcionamento, além de dicas de programas para você poder usufruir do MP3, se você já não o faz.
O que é MP3
MP3 é um formato eletrônico que permite ouvir músicas em computadores, com ótima qualidade. Assim como o LP, o K7 e o CD, o MP3 vem se fortalecendo como um popular meio de distribuição de canções. Mas porquê? A questão chave para entender todo o sucesso do MP3 se baseia no fato de que, antes dele ser desenvolvido, uma música no computador era armazenada no formato WAV, que é o formato padrão para arquivo de som em PCs, chegando a ocupar dezenas de megabytes em disco. Na média, um minuto de música corresponde a 10 MB para uma gravação de som de 16 bits estéreo com 44.1 KHz, o que resulta numa grande complicação a distribuição de músicas por computadores, principalmente pela internet. Com o surgimento do MP3 essa história mudou, pois o formato permite armazenar músicas no computador sem ocupar muito espaço e sem tirar a qualidade sonora das canções. Geralmente, 1 minuto de música, corresponde a cerca de 1 MB em MP3.
Sendo assim, não demorou muito para o formato se popularizar e conseqüentemente, deixar as gravadoras preocupadas com seus lucros. O MP3 alcançou um sucesso tão grande que quando as gravadoras se deram conta, o formato já estava presente em milhões de computadores em todo o mundo.
Como surgiu e o funcionamento do MP3
Em 1987, o IIS (Institut Integrierte Schaltungen), na Alemanha, juntamente com a Universidade de Erlangen, começou a trabalhar numa codificação perceptual de áudio para Digital Audio Broadcasting (Transmissão Digital de Áudio). Todo o trabalho resultou num algoritmo de compressão de áudio chamado MPEG Audio Layer-3, que tempos depois ficou conhecido como MP3.
Um dos objetivos da criação deste formato era conseguir reproduzir som com qualidade de CD com uma taxa de compressão razoável. Para gravar um CD, a taxa de gravação (bit rate) é de cerca de 1,4 Megabit por segundo. Em MPEG Audio Layer 1 e 2 (MP1 e MP2), as taxas são de 348 KB/s e 256-192 KB/s respectivamente. O MP3 conseguiu abaixar essa taxa para 128 e 112 KB/s. E mesmo com essa taxa mais baixa, a qualidade sonora foi mantida quase que totalmente. Isto foi possível graças às técnicas de codificação perceptual, que não é uma simples compressão de dados, mas sim, um método que consiste em somente utilizar as freqüências sonoras que são captadas pelo ouvido humano. Uma vez que um padrão de freqüência tenha sido definido para a audição humana, as demais freqüências (que não são captadas pelo homem) podem ser descartadas, já que não há razão para gastar espaço ao armazenar esses ados.
Neste ponto você deve ter percebido que as músicas originais (tanto em CD como nas gravadoras) são diferentes das canções convertidas para o formato MP3, já que trazem “excesso de informação“. Falando de grosso modo, o que o MP3 faz é simplesmente “aparar” as músicas, deixando só o que é útil.
MP3 × Gravadoras
Com toda essa sofisticação e com toda a acessibilidade proporcionada pela internet, nada mais natural que o MP3 fizesse um grande sucesso, principalmente após o lançamento de softwares que funcionam como “tocadores” de MP3, como o pioneiro Winamp. Mas, até aí, nada havia sido feito pelas gravadoras, até que a empresa Diamond Multimidia lançou um aparelho (MP3Player) que permitia ao usuário ouvir seus MP3s onde quisesse, como num walkman: tratava-se do Rio. O aparelho despertou a fúrias das gravadoras que logo entrou com processos contra a companhia, sob a alegação de pirataria. Mas após muitas apelações (e uma quantia de dinheiro), a Justiça determinou que o Rio não era um aparelho de gravação digital de áudio, mas apenas um meio de execução de MP3. Após isso, o mercado viu (e vê) o lançamento de vários aparelhos compatíveis com essa tecnologia.
A Era Napster
O americano Shawn Fanning, desenvolveu um software que permitia aos internautas compartilharem MP3 pela internet: o Napster. O programa tornou muito fácil a tarefa de encontrar e baixar MP3 pela rede, pois possibilitou a formação de um enorme acervo de música digital. Isso porque o Napster usava um método totalmente diferente. Não armazenava nada em seus servidores, apenas um índice, que era necessário para a busca de canções. Uma vez que alguém tenha encontrado a música desejada, o download passava a ser feito a partir dos computadores de usuários do serviço que tenham a música armazenada em seu PC. Ou seja, cada computador cadastrado no serviço era ao mesmo tempo cliente e servidor.
Como o Napster proporcionou uma facilidade enorme para encontrar MP3, o serviço logo virou uma verdadeira “febre”. A Indústria Fonográfica começou então, uma série de disputas judiciais contra o Napster. Inclusive a banda Metallica, com ações lideradas pelo baterista do grupo, Lars Ulrich, entrou com processos contra o serviço, assim como o cantor de rap Dr. Dre. Após muitas batalhas as gravadoras acabaram vencendo o Napster, que teve que tirar de seu índice todas as canções protegidas por direitos autorais (ou seja, quase todas as músicas), o que praticamente, tirou o serviço de funcionamento.
Mesmo com o Napster fora de jogo, outros sucessores apareceram e permitiram que a troca de músicas entre internautas continuasse.
Programas
Há vários programas bons para executar MP3, tanto para gravar, ouvir, ou fazer seu álbum no computador. Um dos mais usados, é o Winamp, que possui versões gratuitas e pode ser baixado em www.winamp.com. O programa é compatível com vários formatos e tem vários recursos. Um deles é a possibilidade de colocar skins ou peles (efeitos visuais no programa), que podem ser baixado em vários sites. O programa é leve e bastante intuitivo. Possui um gerenciador de listas de MP3 muito prático e que facilita a organização e a execução de faixas.
Para os usuários do sistema operacional Linux, existe um programa muito semelhante ao Winamp (inclusive nos recursos) que acompanha várias distribuições: trata-se do XMMS, cujo site é www.xmms.org.
Outros programas como os players de vídeo Windows Media Player (em versões atuais), o Real Player e o Quick Time, também executam MP3.
Gravação de MP3
O método de gravação de MP3 mais usado é o que consiste em colocar um CD de música no computador e, através de um programa ripper, como o FreeRIP (que pode ser baixado em www.mgshareware.com), converter as faixas do CD para arquivos MP3. Geralmente isso é feito da seguinte forma: o programa passa os dados digitais da canção no formato CD-DA (o formato do CD) e os armazenam num diretório temporário. Depois, esses dados são convertidos para o formato WAV e, em seguida, são comprimidos em MP3.
A qualidade sonora resultante depende do software usado, do hardware da máquina e da configuração escolhida. Pela taxa padrão de gravação de MP3 (128 Kbits por segundo), cada minuto de música corresponde à cerca de 1 MB em disco. Mas essa taxa pode ser alterada, conforme a disponibilidade de recursos dos softwares de gravação (ripper). Por exemplo, você pode aumentar essa taxa para 192 Kbits por segundo, o que aumenta a qualidade sonora, mas conseqüentemente, ocupa mais espaço.




